terça-feira, 29 de julho de 2008

ainda aqui

Começo cedo a tentar ser mais feliz, antes que a noite desabe e a cidade se estenda luminoza no meu jardim. Sair e procurar algo para amar é reflexo do limite que a solidão deixou nos meus olhos que hoje brilham intensamente. Peço desculpas a um amor de nome que vem me incomodar a todo tempo, mas hoje eu sinto tédio de ter você que desaparece quando mais dói.

quando? demora, talvez não dê tempo.

"corra! corra, antes que o amor se afaste."

sábado, 26 de julho de 2008

para minha essência

hoje eu não tenho nada nas mangas, nem palavras bonitas pra sentir. queria ir pra longe e conhecer os infernos noturnos que essa cidade abóbora traz na bandeija.
eu que ando chorando pouco, grito por dentro! danço sem par e me sento enquanto a felicidade passa.
por isso que sempre penso o quanto é bom ter uma raiz,
independente de qualquer ilusão
ou dor.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Por dentro

Relembrar seus sopros é como entrar debaixo d’água e arranhar correntezas para de novo sentir as batidas com todo ar e força que minhas mãos alcançam. Talvez a palavra amor não se encaixe tão bem quanto meus olhos, mas digo que ainda me lembro. Quando chega o sono, sonhos me apertam dentro dos braços seus que já estive.
Tudo se envolve e me sinto forte por saber que pelos meus poros escorre você.

domingo, 6 de julho de 2008

metade

é bom viver o meio, sentir as sobras partidas de lembranças e sonhos,
mas sempre falta algo porque quase tudo se fez metade.
estamos sempre dispostos a jogar nossa sorte e nos entregar à vida, passar por bocas quentes, seios confortantes, mãos bem juntas, costas e parede. Tudo passa tão rápido, sutilmente começamos a perder nossa metade, nossos desejos completos, sonhos livres, boas conversas de bar, lembranças do que foi, medos infantís. Parte da fantasia se evapora e a gente suada e amordaçada pouco ou nada vê.
A vida foi lançada e talvez nada mais tenha volta mas não me solte agora, me deixe ficar mais um pouco.