domingo, 13 de abril de 2008
Entre o céu e o asfalto
traguei novamente.
O céu cantava bonito e meu coração se deramava, um velho amigo me confortava e cantavamos no asfalto. Era bom e era o fruto, me deparei com tudo que tenho lá dentro e pela primeira vez não quis ir embora. Vaguei, senti e me estiquei. Talvez um dia eu entenda tudo isso.
O tempo vai me arrastando e já sentia muita saudade daqui, acho que volto um pouco crua mas nada nada vazia.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
pele
O tédio ia penetrando
Invadindo cada poro
Enraizando-se nos músculos
Sentia os desejos se avigorando,
Me espalhando em mil
Amarrando cada pedaço com cores fortes
Sensualizando meu pescoço
Me fazendo sentir cada laço
Dores pequenas, espalhadas em meus dedos
Deglutia desejos.
Desejos de suprir o gosto,
De eternizar simples coisas
De fazer brilhar aquele arrepio de novo.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Exercício prévio
Uma estranheza de felicidade me atenta nessa estação.
Virei burro de carga e funciono ao alarme do prazer, talvez uma hedonista frustrada ou uma bomba na película de algum coração, isso me cai tão bem. Mudanças pequenas viraram açúcar no café, essa semana tudo vai começar a ser cachoeira, não daquelas que a gente encontra a trinta minutos daqui, um segundo é suficiente e já estamos lá, um fechar de olhos, um abafado fôlego. Isso é tudo e bom. Dá vontade de ficar mais tempo de pijamas, me imaginar além dessas paredes, não ter mais medo, receber mais flores de um amor sincero e ter mais uvas pro jantar.
Beijo meus ombros e mergulho nesse labirinto, pra poucos e pra sempre.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Foi
Minhas sete almas que choram
Gotas dessa nuvem adotiva.
Que só me fez derramar
Os encantos que não pedi
Perdi.
O caminho foi imenso
Cheguei lá sozinha,
Perdi seus braços na curva
Vi da janela, a lua amanhecida.
Triste e fina.
Como se ela chorasse meu rosto.
Abriste a porta com receio,
Olhos turvos e mudos tragando a casa fria.
Minhas inquietações são vazias e suas.
Sei que feri as rosas no seu leito
Mas agora tens asas maiores
Te tirei de dentro
Meu coração anoiteceu.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Vida em sol
Passeando sangue,doendo vitórias.
Devoro sílabas escorregadias,troco de pele e me rasgo em torpor.Fecho um de meus olhos para não doer tanto.Ainda sim sinto o peso, mas me desvio em verdes fábulas de criança,em pares.
Plano em vida e encontro o desamor completo.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
''Auf Achse
You hear her, you can't hold her
You want her, you can't have her
You want to, but she won't let you
You see her, you can't touch her
You hear her, you can't hold her
You want her, you can't have her
You want to, but she won't let you
She's not so special so look what you've done, boy
Now you wish she'd never come back here again
Oh, never come back here again
You see her, you can't touch her
You hear her, you can't hold her
You want her, you can't have her
You want to, but she won't let you
She's not so special so look what you've done, boy
Now I'm nailed above you
Gushing from my side
It's with your sins that you have killed me
Thinking of your sins I die
Thinking how you'd let them touch you
How you'd never realise
That I'm ripped and hang forsaken
Knowing never will I rise
Again
You still see her
Oh, you hear her
You want her
Oh, you want to
You see her
You hear her
You want her
You still want to"
Resolvi postar essa primorosa música porque suas estrofes se encaixam muito bem no meu coração.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Meu querido joelho esquerdo
*Conselho: meninas, quando temos algum problema o qual nos obriga a ir ao médico de saia, não vão sem um chortinho por baixo, não é nada legal (acreditem).